terça-feira, 17 de outubro de 2017

Parte de um silêncio que grita em mim...

Tem dias em que a garganta se sente tão apertada que é melhor começar a apertar os dedos feridos nestas teclas frias e rebeldes do meu notebook... e esta é tantas e tantas vezes a única forma de não deixar este silêncio me asfixiar até a morte.
Das dores que sinto só eu sei, das invenções que faço só eu sei! Isso quando realmente sei, pois não sei de tudo e sei sequer de mim. 
O restante se resume em calmantes e a tentativa puramente humana de abreviar as madrugadas barulhentas  em que o meu relógio de parede insiste em costurar aos berros por noites e noites. Somos somente: eu, as angustias, os relógios e o meu abusado dom de SER POETA.
Sempre amanhece, embora o fato de amanhecer em momento algum seja capaz de parar o gritar destes meus relógios!


Algumas consPIRAÇÕES mentirosas...

Eu havia me calado por alguns anos, mas o silêncio que havia sido aprisionado em mim virara lava quente prestes a erigir... eu ainda não tinha, à época, a capacidade de analisar o que me fazia, desta forma tão impensada e desesperada, apertar os meus dedos imundos nestas teclas.
Os dedos ainda são INmundos, pois “o mundo” os projetava e projeta fora das coisas consideradas boas, certas e limpas. E admiti-los como imundos já não me é mais nenhum problema! Aliás, dizê-los imundos tornou-se sim um troféu que eu recebi aos poucos por pensar e agir diferente de tudo aquilo que havia, de fato, os sujado.
...pois fora justamente a incompreensão que me trouxera até aqui; esta mesma incompreensão que me faz apertar os mesmos dedos agora.
Esqueci o quanto poderia ser divertido essa insPIRAÇÃO de plantar incompreensões... afinal, tudo que eu havia dito ou poderia a qualquer momento dizer, era apenas porque eu era poeta e por isto (e tão somente por isto) tinha esse dom tão abusado de INVENTAR.

- Por Luana Lagreca, 2017.

Por hoje é só, meus leitores!
Com "silêncio" nas mãos, esperança nos olhos (afinal, nada se é sem esperança) e com o mesmo carinho poético de sempre,
Luana.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Pretérito foi Imperfeito? Faço em minha janela um Futuro crepuscular!!!

(este escrito se inicia com inúmeras superações que neste instante não sou capaz de transportar para o papel de forma lógica e clara. Poeiras vinham há muito se aglomerando em meus sonhos mais doces. Tudo se transforma, é fato! Mas a amiga Esperança é a única que me perece ter sempre a mesma forma, mesmo com todas as peças que a ilusão me prega, Esperança continua seguindo sempre na mesma direção - na direção futura dos sonhos, da convicção de que quantas vezes eu cair será quantas vezes eu me levantarei pra recomeçar! Eis que surge o encontro do passado preterido (e superado) de mãos dadas com os sonhos futuros gerando a ESPERANÇA. Agarro-me a Ela sempre, enchendo os pulmões de ar, recarrego-me da vontade de um futuro envolvente e desafiador. Sou lançada naquelas tardes de entardecer, deixando que o passado seja apenas preterido, e que o futuro pretendido seja uma janela onde pode se ver os sonhos esculpidos em nuvens de algodão, e em tons gloriosos do descansar do sol vitorioso. Meu espelho é, cada vez mais, acessório de reflexão. Reflito tanto sobre a minha desimportância mundana e sobre a minha paz interior.
Ah, e isso tudo que você acaba de ler, leitor, na verdade não está escrito, é apenas mais um delírio louco desta minha cabeça... eu estava apenas aqui pensando sem querer dar aquelas exaustivas explicações)

...

De todas as lembranças que mim ficaram marcadas, a mais profunda é aquela janela onde eu podia ver todos os dias o sol se deitar e descansar depois da batalha de um longo dia. Como é árdua toda esta labuta, essa luta tão intensa que se trava todo dia! nós apenas esperamos o momento de nos recolher gloriosos nas cores e no aconchego daqueles que amamos, assim como faz o sol todos os dias quando vencido o dia se deita leve e coloridamente nos braços o horizonte infinito, adormecendo tranquilamente pra no dia seguinte recomeçar a sua caminhada. Quantas vezes nos esquecemos desta graciosa paz e aconchego? da felicidade que tanto buscamos como esse belo horizonte inalcançável? Talvez nesse futuro crepuscular (colorido) precisemos sempre nos lançar pra assim encontrar o verdadeiro sentido de viver... não seria o sonhar a bússola que nos conduz a este sentido?

Que sejamos sempre a esperança que nasce de um passado superado enlaçado com o futuro desejado. Que sejamos a esperança que vem de dentro, do coração, soando como um descanso de um dia finalmente vencermos a nossa guerra, acharmos a nossa paz!

Que eu seja capaz de me lembrar, mesmo nas minhas maiores adversidades, daquela menina encantada pelo céu, sempre que a vida se tornar muito dura e que a Esperança for, mais uma vez, capaz de salvar-me.

Ah, e eu já ía me esquecendo de falar... por coincidência acabei por escolher para republicar um texto que é uma sequencia invertida do anterior; ou pra melhor explicar: este texto foi escrito anteriormente ao que eu publiquei no post aqui de baixo (anterior a este post), que também compõe o minilivro que nunca terminei de escrever..

E sem mais delongas introdutórias por hoje, né queridos!? Afinal, já pensei e tagarelei demais por aqui hoje, vamos ao que realmente interessa!



Entardecer...

Nenhuma paz cabe em Minh'alma como a que repousa em mim quando vejo o crepúsculo... toco o céu com meus olhos esperançosos, sinto a textura das páginas de um livro através das rosadas nuvens; olho com inveja a força que emana da simplicidade. Tudo são lembranças, certezas e esperanças...
Sonhos invadem Minh'aura, e retornam a mim como gotas de uma infância de muitos tons arroxeados, de muitos sóis poentes e de janelas onde se desenhava o futuro por traços do balé exibido com graça pelas andorinhas.
E o que mais tem graça nessa vida além dos sonhos, das nuvens, das texturas e ternuras, da paz e das boas lembranças?

De repente, acordo... olho para o lado. o meu passado está aprisionado longe. Os meus sonhos já estão distantes e a minha janela está fechada!

A amargura desbota o sol poente e o transforma em cores envelhecidas, em nuances de uma pseudo-esperança, quase sépia... A tristeza gasta as esperanças que antes esculpidas em nuvens de algodão se transformam em afiados e inescrupulosos espinhos e em dias que se arrastam cheios de angústias e descaminhos...
Onde estão a esperança e os tons rosados da minha alegria? Onde estão a força e a coragem que outrora existiram na simplicidade do céu arroxeado?
Onde estão os meus sonhos? E os meus desabafos?

Aprisionada nas páginas frias de um livro em branco, eu despedaço-me, eu entristeço-me... eu esqueço-me constantemente da graça dos sóis poentes... eu esqueço-me da alegria contida na simplicidade e na paz que as palavras amontoadas em uma folha de papel são capazes de me trazer. Mato todos os dias meus mais intensos poemas, assassino friamente todos os dias um pedaço de mim mesma quando planto perfeições, culpas e responsabilidades que a mim não cabem.
Privo-me de sentir a paz quando privo-me de escrever e de sonhar. Abafo as sementes da minha existência, e elas jamais se tornarão flores se eu não me permitir crescer e se eu me abstiver de lutar... Quando eu me aprisiono nas páginas em branco que deixo de escrever, os sonhos cor de rosa que eu deixo de sonhar são como flores que o mundo nunca verá, e nada de mim restará ao mundo, nem mesmo a minha existência, pois ela de fato sequer existiu. Seco as flores da minha simplicidade, da minha fé, da minha esperança, da minha vida!... e sobra apenas um vazio doloroso e silencioso como o vácuo obscuro e opaco que existe no Espaço negro.


Meu espelho me diz:

- Menina, retoma a sua vida! Não pense nos sois poentes que deixou de ver, pense nos que ainda verá! Não tenha medo, encontre a saída, cresça! Só assim o seu belo jardim de palavras salvará. Esqueça os tons amarronzados, pois a vida pintamos com a cor dos nossos planos... Deseje! Esqueça o negro Espaço, pois os crepúsculos passados sempre a cobrirão de sonhos!
Replaneje em todos os entardeceres, nos traços das andorinhas o seu futuro, e faça a sua vida com a leveza e a paz que desejar... Para isso basta que seja firme, que se ame e retome a sua vida! Segue cada linha interior que o rosa novamente chegará...

- E o crepúsculo rosa-arroxeado, pequena menina, está ainda à sua espera!

Por Luana Lagreca, 2010. Revisada em 2017.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

terça-feira, 30 de maio de 2017

A C O R D A R !

... pra todas as vezes em que os meus pulmões precisarem se encher de coragem e energia, e dar forma e voz aos sonhos e ao desejo de felicidade que esperneiam aqui dentro...

Noites frias precedem madrugadas, muitas vezes também frias, e barulhentas até! madrugadas onde esta solidão gélida é rasgada pelos ponteiros impiedosos do meu relógio de parede; e que repetidamente, se refletem em meu rosto a se transformar vagarosamente diante do espelho. 
É engraçado reler este texto escrito em outubro de 2010, e é engraçado mais ainda reler algumas das introduções que havia composto pra postagem dele. Posso concluir que a escrita é a fotografia da minha psique naquele exato momento em que se deixou em linhas ser fotografada. Como mudamos por dentro! e sem estas linhas seria impossível, muitas vezes, um resgate mais profundo da nossa essência adormecida. Tantas vezes uma essência tão bela e leve que deixamos o peso dos dias arrancar de nós. Este é um dos escritos que compõem um minilivro nunca acabado e que falava de partes de um dia, por isso, talvez algumas imagens não façam um sentido neste exato momento, como é o caso de citar o "Entardecer" no começo dele. Aproveito ainda, para declarar e agradecer a mais um gênio no qual minha inspiração muitas vezes finca as suas raízes mais profundas – ao meu querido Chaplin por deixar em mim tanto de sua motivação de esperança e luta.
...pra juntar tudo o acima exposto, desta mesma forma aloprada e demorada como sempre fiz (rsrsrsrs... que SAUDAAAAADES de fazer isso assim, desse jeito, gente! <3): É preciso coragem para enfrentar os dias! É preciso sensibilidade para perceber as pequeninas dádivas que a vida nos dá. E é preciso auroras e mais autoras para ACORDAR! rs
Sem mais delongas por hoje, queridos! Com o meu desejo poético de que a vida tome um rumo mais leve a prospero a cada novo amanhecer, e que Deus me permita reencontrar com mais fotografias de minha alma como esta!


A aurora...

Depois do terno Entardecer de uma infância nos deparamos com a longa noite...

Assim são desencontros e dores, chegam sorrateiros e silenciosos, nos levam o sentido e nos mostram a nossa total impotência diante da frágil gotícula da vida! As gotas nos escapam pelas mãos ou evapora do nosso caminho quando menos esperamos... Aprisionados em um céu obscuro às vezes não vemos saídas!
Quão doloroso é quando um sonho parte, quando um plano se torna inviável, quando nos damos conta de que a vida e o destino não estão em nossas mãos... 
Ficamos vagando no espaço deserto de uma noite escura em nosso interior.

Mas... 
é somente quando o sol se apaga, que se pode ver acender zilhões e zilhões de estrelas; pois a vida acontece num círculo perfeito de decair pra transcender. E a beleza da vida, a felicidade, a evolução são conquistadas arduamente nestes círculos; na fragilidade e rotatividade, em saber converter perdas em ganhos! e em novos dias célebres, tecidos dos mais sólidos, resistentes e esperançosos sonhos!

Nunca se esqueça: Tudo passa, até mesmo a dor! e pra toda madrugada fria há um novo dia cheio de luz chamando toda a vida a se aquecer e acordar. 
Depois da escuridão o Sol renasce lindamente em tons dourados. Os passarinhos cantam anunciando a nova esperança, o vento sopra acariciando o rosto daqueles que desejam e lutam pelo novo dia...
Lembranças restarão sim da longa noite! e serão os pilares de um grande crescimento. Mas observe o repouso que lhe é dado em cada manhã, na esperança ardente que impulsiona a vida.

portanto, ACORDE! amanheça, cresça! Coragem! 
Lá fora a aurora espera pra lhe cobrir de pequenas dádivas de mais um dia!

Por Luana Lagreca, reescrita em 2017.

Com carinho, poesia e os olhinhos ainda inchadinhos (por estarem recém acordados da longa noite gelada),
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

sábado, 13 de maio de 2017

Hoje...

...ou em outras palavras, algumas conspirações sobre Eu mesma! rs

Passados alguns anos e tantas reavaliações e mutações internas, seis anos desde a criação deste espaço para ser mais exata (caramba o tempo passa mesmo em um piscar de olhos!); eis-me aqui novamente, queridos, e desta vez ainda que não consiga ser assídua como o desejado, digo que vim para ficar! E é certo que serei resistente a todos os movimentos que queiram parar estas linhas, vim me preparando ao decorrer destes anos para ser forte e estruturada o suficiente para enfim enfrentar tudo aquilo que preciso for. E não há porque dizer de todos os motivos pelos quais fui parada, Eu não pretendo perder o meu tempo com explicações! O que flui em mim hoje é poesia e o que me trouxe a ela se faz agora um detalhe sem muita importância.


Os anos por aqui foram longos... muito embora tenham passado com a velocidade absurda de um encostar de pálpebras (vejam que não há nada de controverso em dizer que algo é longo e também breve; o tempo do coração é extremamente diferente do tempo dos olhos! ;) ). Alguns anos foram frios e de desespero, mas alguns outros se fizeram um pouco mais calorosos; porém, todos estes anos sem nenhuma exceção, foram de aprendizado, de muuuuuito aprendizado e de buscar a mim mesma! de sobretudo tecer o caminho mais próximo daquilo que internamente sou, da minha própria identidade artística e psíquica.
Mudei o cabelo, mudei de óculos, mudei de olhos, mudei a cara; aquela menina passou a ter um rosto de mulher, um olhar de mulher e umas convicções fortes de mulher. Mudei as roupas (ainda que as roupas não tenham me envelhecido, pelo contrario, passei a admitir as cores que moravam dentro de mim). Deixei o tempo nivelar a minha conduta e me tornei paridade! Deixei o tempo curar minhas feridas, mas ainda não ao ponto de eu me esquecer das valiosas lições que deixaram estas cicatrizes que carrego na pele e na alma. 

...e estou sem mais o que dizer... já disse que não vou mais perder meu tempo com inúteis explicações?

Quero essa Arte que não se explica, que não se formula, que apenas se sente, respira, inspira, expele! Quero esta Arte que apenas sobrevive ao desinteresse de uma alma que não mais rasteja, que hoje VOA!



Com carinho, poesia e enfim um verdadeiro recomeço,
Luana.

Fotografias desta postagem: 
Luana Lagreca pelas lentes do Fotógrafo Leo Rey (http://leorey.com.br/). 
Em Petrópolis/RJ, abril de 2017.

O início:

Um pensamento de Quintana e o meu Primeiro Poema... e também a química pensante que levou a isto tudo; em outras palavras, o meu blablablá poético. Sementinhas que começaram a ser plantadas... ;)


1 - O Pensamento do Mário:

"O primeiro verso que um poeta faz é sempre o mais belo 
porque toda a poesia do mundo está em ser aquele seu primeiro verso..." 
– Mário Quintana.

2 - O meu Primeiro Poema:

Minha vida.


Minha vida de fronteiras,
a cada curva, uma barreira...
Mesmo que devagar,
a paz, um dia, hei de alcançar.

Vida longa e alegre
não vá na contra mão,
e traga o amor e a alegria
pra dentro do meu coração.

Vida longa e percorrida,
se dá de cara com a dor,
lembra, meio esquecida,
onde está o seu amor.

O amor foi embora,
não sei onde foi parar...
Quem sabe,
no destino, estará!?

- Por Luana Lagreca, em Petrópolis – sala de aula - 30 de setembro de 1996.

3 -  A química pensante desta equação criativa:

 ...depois de alguns dias que criei o Blog, voltei para finalmente colar o "bendito" (a poesia do Mário teve que ser buscada em um livrinho que fica abandonado na Biblioteca da Universidade, para especialmente abrir as postagens deste meu espaço. Garimpei com carinho, na minha memória e no meu livro preferido, esta pequena perola que introduz esta minha lógica) Texto Perfeito do Escritor Perfeito, como boa virginiana tenho mania de perfeição. e todo este desenrolar faz parte de um contexto minuciosamente premeditado, de um nexo subjetivo, só meu. É o início de um início! rs... E o desenrolar? é poema, é arte, é filosofia e personalidade -  alma que se mostra materialmente descrita -  ESCRITA!
Então, criei um blog, momento em que me perguntei: Como começar um Blog? Como começar a lógica de uma gama de exposições interiores (de dores e flores) e artísticas? Tudo tem o seu início... Eis então O MEU INÍCIO:

  
Um dia, ainda criança, comecei de forma inexplicável a colocar as minhas angustias em páginas brancas... eram páginas frias, sem destino, sem alma; eram páginas quase mortas! Minha vida inexplicavelmente começara naquele dia a ganhar vida (e com um poema chamado Minha Vida, só dá para acreditar que foi algo divino!). O meu mundo ganhou sentido! Dia 30 de setembro de 1996 foi o dia em que um sopro milagroso vindo em direção às minhas mãos tomou conta dos meus dedos, e os dedos trêmulos de aprendiz puseram-se a pressionar a caneta na folha até então insignificante... Foi dada ao meu ser toda a significância sublime de existir e viver - ESCREVER! Eis que surgiu assim, aos 11 anos e 16 dias de idade o meu Primeiro Poema. Uma aprendiz de poeta estava começando a despertar! :D

Por hoje é só, meus queridos!
Com carinho, poesia e um pedacinho gostoso da minha historia,
Luana.

Fotografias desta postagem:
1ª - de Dulce Helfer, retirada do site: 
http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/mario-quintana-poemas/#.VSEu-PnF9p4
imagem aqui editada por Luana Lagreca;
2ª - Luana Lagreca em seu aniversário de 11 anos. 
(Não sei quem me fotografou nesta! mas acredito que tenha sido a minha mãe.)

**Este post foi revisado e republicado, foi escrito originalmente em 03 de junho de 2011.

Da criação do CANTEIRO, e os Engenhos...

“...E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espelharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o ENGENHO e ARTE.”

- Por Camões [grifei e destaquei]


Queridos leitores, inicio com prazer as linhas desta postagem com estes belíssimos versos; aí em cima, um trecho do finalzinho do movimento 2, do Canto I, do livro “Os Lusíadas” de Camões. Este poema me foi trazido pelo conhecimento da professora Denise Rolin, num momento em que comentávamos sobre o meu Canteiro e eu lhe contava do nome com que o rebatizei. O poema me apaixonou de pronto! Faço então deste, a introdução a mais uma estória (ou neste caso seria história?) de minha vida; e sigo contando o dia em que deixei meus escritos tomarem asas e escaparem das gavetas ocultas do meu pensar, falo do exato dia em que minhas linhas deixaram de ser apenas escritos para virem a se lapidar em um “desejo de se tornarem engenhos”;)
Criado na tarde de 26 de maio de 2011, inicialmente, o meu Canteiro levou o nome de Canteiro de Pensamentos, mas em abril de 2014 o rebatizei com o nome CANTEIRO DE ENGENHOS.  
Quando criei o Canteiro, eu tinha a intenção de entreter-me em um passatempo desafiador, e de despretensiosamente apenas expor um pouco das minhas indagações e indignações cotidianas (como costumo dizer: um pouco dos meus blablablás), mas eu não esperava ser lida! e fui surpreendida pelos acessos que obtive e também pelos repetidos comentários carinhosos que recebi no Blog, no Facebook, pessoalmente, por SMS... houveram pessoas de todo o tipo e de todos os lados vindo retribuir com carinho e a alegria o que meus rabiscos lhes transmitia de bom. Foi quando não pude ser indiferente a isto e precisei buscar mais qualidade... precisei lançar meus versos com mais consciência; precisei, de alguma forma, retribuir a este carinho que é o combustível para que eu continue a engenhar docemente a minha arte.
Este meu Bloguinho tão querido tem me trazido grandes momentos de realizações, e por vazes me faz sentir na construção não apenas de um grande sonho, mas de uma realidade da qual comecei, inesperadamente, a fazer parte – levar alegria, poesia, pensar, esperança. 
Sou extremamente grata ao Universo por tudo isto! Neste meu espaço virtual deixo esta latente “vontade de arte” que nada mais é que um engenho cheio de minúcias que vou aos poucos lapidando, esculpindo, reformulando, cultivando – que vou docemente florescendo.
Esta é a minha brincadeira mais divertida! e friso que tudo isto não passa de uma deliciosa brincadeira. A literatura é uma busca constante deste meu NADA COM COISA NENHUMA, e que às vezes vira algo ao qual ouso de forma abusiva dar o nome de poesia, e o sobrenome nobre de Literatura. 
A intenção aqui, queridos, é APENAS fazer arte com o coração! este mesmo coração humano que erra muitas vezes e que tantas vezes mergulha e afunda numa busca quase vital por este desconhecido que venha a ser: ELE MESMO.
Agradeço a todos pelas visitas e pelo carinho de sempre, são estes (leitores) que de fato fazem o Canteiro; a "escritora", esta aprendiz de poeta que vos rascunha, neste caso, é apenas um mero detalhe. Não sou eu quem será capaz de dar vida e eternidade a estas linhas, mas de fato, quem as lê e lerá!
Estou muito alegre por estar aqui mais uma vez, queridos! 
Com o carinho, sorriso nos lábios, gratidão, poesia e futuro,
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

sábado, 29 de abril de 2017

Sobre mim e a poesia:


Falar em poesia é falar na beleza da vida de forma ampla, que se apresenta não apenas na Literatura, mas em uma visão poetisada de todo um cotidiano. E é esta poesia que busco desenvolver como forma de me expressar ao mundo... desenvolvo assim, aos poucos, a minha própria forma; esta só minha fórmula de ser e de transmitir tudo aquilo que vejo ou que apenas criativamente formulo. E sem estas prazerosas páginas, eu confesso, talvez não fosse capaz de continuar respirando!

Para precisar algo que é tão impreciso como a Arte, como o doce mistério inexplicável de viver:

Como precisar o exato segundo que as rimas começaram a fazer parte de mim? Lembro vagamente que as primeiras lembranças vêm dos versos que meu pai me recitava ainda bem pequena.
Aos onze anos de meninice, em uma tarde ensolarada, me vi deixar em uma folha de papel o meu primeiro poema e desde então nunca mais fui capaz de parar de rabiscar. Mais tarde, aos treze anos, me vi apaixonada pelas rimas envolventes de Cecília Meireles, e li com aquela idade toda a sua obra. Por volta dos dezenove anos foi quando “conheci” o meu querido Mário Quintana, dando assim mais uma vez uma nova motivação, textura e inspiração à minha visão e sentimento poéticos. Mais tarde, aos 27, conheci um pouquinho mais a fundo os escritos de Clarice Lispector, foi quando a minha escrita sofreu mais uma vez uma significativa influência. 
Seria este o começo? Não sei dizer! pois me sinto em um constante começo. Em cada livro que leio, a cada dia que vivo, um pedaço de mim se constrói; sofro sempre a influencia de cada autor lido (de alguns um pouco mais), de cada acontecimento experimentado e aprendido. Como precisar onde começou esta constante construção? pois também é construção da minha pessoa aquilo que me vem antes mesmo do nascimento de muitos dos meus ancestrais, neste caso, pode-se dizer até mesmo a criação da poesis que conta milênios de um início ainda na Grécia antiga.
Sinto-me extremamente grata e abençoada pela paz que estas linhas me trazem, pela esperança e pelo ressurgimento que fazem ao meu ser... não sou nada sem estas linhas (irrigadas de um caos interno que são a minha verdadeira luz), sem a minha Arte. 

e dizer o que mais?

Deixo a missão árdua de ressurgir e de autodescobrimento para esta que qualifico de poesia, esta Arte que se solidifica em minhas rimas, em minhas fotos e em algumas outras invenções que desde “sei lá quando” habitam em mim; e sem as quais, REPITO, não sou capaz de viver!


Mais sobre mim:

Sou Luana Lagreca, brasileira, descendente de gregos, italianos e índios (muito embora desta última me tenha sobrado pouquíssimos traços), nascida e residente na cidade de Petrópolis/RJ. Virginiana, mas sem saber se acredito piamente em astrologia. Nasci numa tarde de sábado, o dia era 14 de setembro do ano de 1985. Sou a caçula de uma família de cinco filhos. Tenho um peito abastecido de flores e de questionamentos quase que infindáveis, coleciono uns grilos meio loucos que costumam me acordar de madrugada; tenho ainda uma prateleira cheia de livros e umas parafernálias fotográficas que me dão um imenso prazer e trabalho! Isso sem mencionar os livros robustos de Direito que preciso ainda levar em meio aos meus pertences...


Atualmente eu desenvolvo os meus talentos e educação nos seguintes ramos: Fotografia profissional (meu principal trabalho hoje), Literatura (mais precisamente trabalhando como assistente de comunicação em uma editora de livros daqui da minha cidade) e Direito (sou universitária nesta área, já quase bacharel. Pretendo me especializar na área de propriedade intelectual). Intitulo-me poetisa por puro prazer e atrevimento, eu ainda não possuo nenhum periódico oficial com minhas conspirações poéticas, muito embora já tenha participado de pequenas publicações dos grupos literários de que fiz parte. Sou amante de muitas ciências e curiosa por natureza; dona de uma personalidade forte desde menininha e capaz de ver as lógicas mais malucas nos assuntos mais diversos; é, às vezes é mesmo difícil acompanhar meus raciocínios. Sou falante, corajosa, criativa (e totalmente dependente do vício de criar), reservada, apaixonada por artes e pela vida. Sou leitora um pouco menos do que gostaria... Já fui cantora (com uma bagagem de estudos musicais por mais de 10 anos). E como exclusividade ao serviço que ofereço como fotógrafa dou também uns pitacos como artesã e Modelista. Gosto muito de aprender! e a minha mente tem constante necessidade de variar nas coisas que aprende. Não sou de aceitar ideias prontas. Eu exerço a minha Arte com carinho e com crença no amor que sinto por ela. Deixo nas minhas linhas, nas minhas fotos em tudo o que coloco as mãos toda esta alma densa e apaixonada. Sinto-me feliz e muitas vezes cheia de paz pela intensidade com a qual me permito viver, criar e buscar.


Desejo uma boa leitura a todos, e manifesto carinhoso agradecimento pela visita!
Sejam bem vindos ao meu novo Canteiro e deliciem-se com estas reformas (que foram tão demoradas!).
Com reconstrução,
Luana.


(Deixando EXPRESSO E CLARO que TUDO AQUI É DEIXADO COM A DEVIDA LICENÇA POÉTICA; incluindo a formatação, o uso de maiúsculas e minúsculas, a pontuação... Os absurdos são muitas vezes premeditados e esse ritmo por vezes caótico inclusive. Todavia excluem-se daqui como propositais, dentro da minha imperfeição humana e incapacidade de absorver todas as nuances linguísticas, os eventuais erros de grafia, Português, digitação ou quaisquer outros erros - e desde já pedindo as devidas desculpas por estes eventuais errinhos, e solicito ainda que sejam a mim mencionados para que eu possam não mais repeti-los. Agradecida!)

Fotografias desta postagem: 
Luana Lagreca sob as lentes de Neurivan de Barros, Museu Imperial de Petrópolis, fevereiro de 2015.

Meus contatos:

luana.lagreca@gmail.com

 www.facebook.com/canteirodeengenhos

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